A CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL

 

A criação do Estado de Israel

Guerra Israelo-Árabe (1948/49) 

 

A criação do Estado de Israel

A ideia de criação de um Estado judaico vem já do séc. XIX do movimento sionista e foi apresentada pela primeira vez por Theodor Herzl no Congresso Sionista de Basileia

O Problema da criação de um estado judaico na Palestina foi apresentado à ONU pela Grã-Bretanha que administrava a região desde o fim da I Guerra Mundial. Os árabes consideravam ser aquela a sua pátria de há séculos e não admitiam dividir o seu território com os judeus.

A ONU elaborou um projecto que previa a criação de dois Estados, um palestiniano e outro judaico, estipulava fronteiras, criava regras para o período de transição e pretendia que surgisse ali uma comunidade económica entre os dois novos países.

O Projecto foi aprovado na Assembleia Geral das Nações Unidas por 33 votos a favor (Austrália, Bélgica, Bolívia, Brasil, Canadá, Checoslováquia, Costa Rica, Dinamarca, EUA, Equador, Filipinas, França, Guatemala, Haiti, Holanda, Islândia, Libéria, Luxemburgo, Nicarágua, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paraguai, Peru, Polónia, República Dominicana, Suécia, Ucrânia, União Sul Africana, URSS, Uruguai e Venezuela) e 13 contra (Afeganistão, Cuba, Egipto, Grécia, Índia, Irão, Iraque, Líbano, Paquistão, Arábia Saudita, Síria, Turquia e Iémen ) e 10 abstenções (Argentina, Chile, China, Salvador, Etiópia, Honduras, Jugoslávia, México e Reino Unido).

Pode-se ver que na votação os países mais directamente interessados, ou votaram contra (caso dos países muçulmanos ), ou abstiveram-se (caso do Reino Unido ).

Os representantes árabes quando souberam os resultados abandonaram a sala de sessões como sinal de protesto. No dia seguinte distribuíram uma declaração que dizia: "....que tinham repetidamente afirmado que a assembleia Geral ou qualquer outro órgão das Nações Unidas tivesse qualquer direito a decretar a partilha da Palestina. Consideram que a resolução adoptada por maioria na Assembleia excedia o mandato atribuído aos membros das Nações Unidas pela Carta, que era a única fonte válida de qualquer autoridade que eles pudessem ter. Declaram solenemente a sua convicção de que o voto a respeito da Palestina foi dado sob grande pressão."

Terminam dizendo:

"Nós, sinceramente, cremos firmemente que a consciência do mundo não tolerará as terríveis consequências que inevitavelmente se seguirão, se nada se fizer para remediar a injustiça sem igual que foi feita aos árabes. É digno de atenção que aqueles que não apoiaram esta fantástica resolução incluem todas as nações do Oriente que estão directamente ligadas a este assunto e cujo número sobe a mais de mil milhões de pessoas. Nós confiamos que através da firmeza do povo árabe e pela crença em Deus e na justiça da nossa causa, o nosso direito prevalecerá."

as fronteiras do novo Estado

A 14 de Maio de 1948 estavam reunidos os membros do parlamento provisório sionista para decidirem quanto ao futuro do Estado de Israel. Nesse dia, às 24 horas terminaria o mandato Britânico na Palestina.

As fronteiras demarcadas pelas Nações Unidas, ocupadas pela força das tropas Judaicas encontravam-se cercadas pelos exércitos muçulmanos da liga Árabe, prontas a esmagarem o novo Estado logo que este fosse proclamado.

expulsão de árabes por israelitas

David Bem Gurion, Secretário-Geral do Partido Trabalhista judeu lê a Declaração do Estabelecimento do Estado de Israel recordando que tanto a Declaração de Balfour, como a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas tomada a 27 de Novembro de 1947, reconheciam ao povo Judeu o direito de constituir o seu próprio estado da Palestina, acabando seu discurso dizendo «decidimos, devido ao nosso direito histórico, natural e por força da decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas no estabelecimento de um Estado Judaico em Erets-Israel que passará a usar o nome de estado de Israel .»

bandeira do novo Estado de Israel

À meia noite do mesmo dia o Estado de Israel era criado oficialmente. Minutos depois, a liga Árabe (Tranjordânia, Egipto, Iraque, Síria e Líbano) invadiam o novo Estado. Os E.U.A. foram a primeira nação a reconhecer Estado de Israel como um pais independente. O exército árabe era mais numeroso e melhor armado mas os judeus eram mais disciplinados e mais bem chefiados e lutavam pela sobrevivência. Por isso conseguiram resistir o tempo suficiente para receberem reforços em armamento e treinar jovens de ambos os sexos para defrontar os árabes que não esperavam grande resistência e subestimaram os árabes. Resultado desta guerra de 1948/49: vitória israelita que conseguiu além de expulsar os árabes, aumentar em 1/3 o seu território.

Ver também a imigração de judeus para Israel a partir de 1948 até 1998

Grupo 2
Grupo 5
9º A
Projecto Nónio Séc XXI, 1998/99