Theodor Herzl

De Theodor Benyamin Ze’ev Herzl sabemos que nasceu em Budapeste na Hungria em 1860. Aos 17 anos já era visto como um génio e mesmo ele próprio se considerava escritor e dramaturgo. Um ano depois a sua irmã falecia e ele e a sua família mudavam-se para a cidade de Viena onde a população judaica era numerosa.

Desde novo que não costumava frequentar a sinagoga e afastava-se dos meios judaicos. Decidiu ir para Viena porque lá os Judeus tinham plenos direitos, incluindo o de ascender à Nobreza.

Era um simpatizante do partido constitucional, chegou a escrever que se lhe dessem a oportunidade de ser diferente, escolheria ser um Nobre Alemão.

Na capital Austríaca (Viena) ajudou a fundar um clube de estudantes cujo lema era "Na Alemanha, Na Alemanha quero viver eternamente".

Além disso, Theodor Herzl conta à mãe numa das suas viagens que as relações com as pessoas da Europa seriam melhores se não houvessem também judeus de Viena e de Budapeste. Pode concluir-se então que ele sente ódio por si próprio, comum a muitos judeus naquela época.

Aos 28 anos casou com uma mulher chamada Julie de quem teve três filhos.

O primeiro choque que Herzl sofreu como judeu assinalado foi quando se demitiu da associação universitária Arábia, onde se inscreveu em 1881, depois de um dos seus amigos Herman Barr, ter pronunciado um discurso anti-semita.

O segundo e mais profundo foi o caso de Dreyfus, que o converteu de homem de letras vienese num patriota judeu.

Dreyfus era oficial no exercito francês um judeu patriota e plenamente integrado na sociedade. Foi preso em Outubro de 1894 sob a acusação de uma venda segredos militares á Alemanha. Estava inocente mas o tribunal condenou-o à deportação, e em de 1895 foi despromovido publicamente.

Herzl reportou a humilhante cerimonia em que retiraram a Dreyfus as suas divisas de capitão enquanto a multidão gritava: "À morte! À morte! Os judeus!".

Dantes Herzl acreditava que se podia combater um anti-semita em duelos ou através de uma convenção colectiva e voluntária dos judeus  dos países onde viviam, mas depois do julgamento de Dreyfus apercebeu-se que só havia uma solução: os judeus precisavam de ter o seu próprio Estado.

Em 1896 Herzl no seu regresso a Viena enviou um apelo às massas no seu livro: "Estado dos judeus, ensaio da solução moderna da questão judaica", em que o argumento central era o de que os judeus precisavam do seu próprio Estado.

Os judeus por mais que tentassem integrar-se, ser patriotas e fazer os mesmos sacrifícios continuam a ser olhados como estrangeiros. Eles tem, necessidade da construção do seu país.

Herzl, depois de um ano e meio de esforços, conseguiu organizar o primeiro congresso sionista. Em 29 de Agosto de 1897 duzentos e cinquenta delegados de vinte e quatro países reuniram-se na sala de concertos do casino de Basileia, na Suíça. Estavam presentes ricos, pobres, retornados ateus, revolucionários e ao fim de três dias, o congresso aprovou a proposta de Herzl de criar um estado judaico na Palestina.

A três de Setembro do mesmo ano, no final do congresso, Herzl anotou no seu diário: "Se tivesse de resumir o congresso da Basileia a uma só frase, seria esta : Em Basileia fundei o Estado Judaico. Se o dissesse em voz alta todo o mundo se ria de mm. Dentro de 5 anos, talvez, ou seguramente dentro de 50 anos, toda a gente concordará". O estado de Israel só foi proclamado em 14 de Maio de 1948.

Em 1904 morre de uma pneumonia

Grupo 5
9º A
Projecto Nónio Séc XXI, 1998/99