MIGRAÇÃO PARA ISRAEL

 

 

Depois de Jerusalém cair nas mãos dos romanos no ano de 70 d.C., os judeus ficaram dispersos por todo o mundo e desde então reivindicam a posse de um território para habitar e formaram um movimento chamado sionismo. Mesmo quando fora do seu território, os judeus não perderam o contacto com a sua terra natal e enriqueceram a vida cultural, intelectual e espiritual de ambas as comunidades.

Em resposta à perseguição e repressão sofrida na Europa de leste e à desilusão com a Europa ocidental, os judeus regressaram à Palestina no final do séc. XIX. Esta foi a primeira das modernas ondas de regresso à terra natal e que transformou a face da região.

navio exodus carregado de imigrantes ilegais

Em 14 de Maio de 1948, os judeus realizaram o seu sonho: foi proclamado o Estado de Israel. Com esta proclamação foi feita uma "jura": "O Estado de Israel estará aberto para a imigração judaica e reunião dos exilados; irá promover o desenvolvimento do país para todos os habitantes; será baseado na liberdade, justiça e paz concedido pelos profetas de Israel, será garantida uma total qualidade social para todos os habitantes independentemente da religião, raça ou sexo..."

Esta jura foi continuada em 1950 com a entrada em vigor da Lei de Retorno que concedia a todos os judeus o direito e imigrar para Israel e tornar-se cidadão israelita.

Bandeira do novo Estado israelira

Com a proclamação do Estado de Israel, ima imigração maciça de judeus aconteceu: cerca de 687 000 imigraram para aquele país. Depois a imigração aumentou para cerca do dobro da população de Israel em 1948. Entre os imigrantes contavam-se sobreviventes do Holocausto que se encontravam em vários campos de concentração. A maioria da comunidade judaica era da Bulgária e da Polónia. Um terço dos judeus eram provenientes da Roménia e vieram comunidades da Líbia, Yemen e Iraque.

Como o Estado era recente, os judeus que para lá emigraram encontraram várias dificuldades em encontrar casa e emprego. Foi feito um grande esforço para alojar os judeus. Primeiro foram alojados em tendas e só mais tarde foram construídas casas. Várias medidas para criar emprego foram também tomadas e foi incentivada a criação dos Kibutz.

A língua hebraica foi ensinada e o sistema educacional foi ajustado para ir de encontro com as necessidades de muitas crianças que vinham de países diferentes.

Altino Cunha, nº3 – 9ºA
José Maria, nº19 – 9ºA

EVOLUÇÃO DO FLUXO MIGRATÓRIO PARA ISRAEL

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Durante a 2ª metade do séc. XX até ao seu final muitas pessoas migraram para Israel. O ano de 1949 foi o que registou maior fluxo de imigrantes. Este facto pode ser explicado por dois factores: o final da 2ª Guerra Mundial e a criação do Estado de Israel.

Após esta data, em 1990 também se registou um elevado fluxo de imigrantes que se explica por razões políticas que têm a ver com o fim dos regimes comunistas e o facto de passar a haver liberdade de circulação nos países do leste da Europa.

Joana Oliveira, nº17 – 9ºA
Eduarda Maio, nº12 – 9ºA

GRÁFICO DA ORIGEM DE IMIGRANTES POR CONTINENTES E PAÍSES

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Ásia

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Os países de onde mais judeus saíram em direcção a Israel foram o Iraque, o Irão, o Iemen e a Turquia. Todos são geográficamente próximos de Israel e árabes e nos três primeiros casos existe fundamentalismo religiosa islâmico ou intolerância religiosa. Haviam inclusivamente atentados bombistas e outros levados a cabo por seitas contra os judeus e o Estado não os protegia.

Hugo Torrão, nº 16 – 9ºA

Europa

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Neste sectograma podemos verificar que o país que mais imigrantes judeu forneceu a Israel foi a CEI (Comunidade de Estados Independentes composta por antigos países da URSS), seguida pela Roménia e Polónia. Estes territórios eram habitados por muitos judeus e, sobretudo desde a queda dos regimes comunistas, forneceram muitos imigrantes a Israel. Na Europa Ocidental os valores são mais baixos talvez porque as condições de vida são melhores e a liberdade maior. A França surge em primeiro lugar, seguida pelo reino Unido e depois Alemanha. A percentagem alemã, embora grande é a terceira talvez devido à fuga e morte durante o período do Holocausto nazi.

Adélia Queirós, nº1 – 9ºA

América

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Apenas dois países do continente americano contribuíram com número significativos para a imigração judaica para Israel. Ambos foram locais de refúgio importantes para os judeus durante a 2ª Guerra Mundial. Os EUA são o país que mais imigrantes forneceu.

Nuno Ferreira, nº23 – 9º A

África

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Este gráfico circular mostra que os países que mais contribuíram para o fluxo migratório foram: Marrocos, Argélia e a Tunísia por altura da conquista da independência na 2ª metade do séc. XX. Outro país com elevados valores de judeus a emigrar para a Israel foi a Etiópia sobretudo devido ao auxílio do Estado de Israel em 1991.

Ver também a criação do Estado de Israel

Bruno, nº8 e Nuno, nº22 – 9º A